Três ladrões, armados, roubaram um posto de gasolina na madrugada desta terça-feira, dia 13, em Samambaia. E a onda de assaltos não parou. Mais quatro postos foram assaltados.
Na manhã desta terça-feira, dia 13, um posto de gasolina na 113 Norte foi assaltado por três ladrões que se passaram por clientes. “Nos trancaram lá dentro do cofre, e depois disso não vi mais nada”, conta um rapaz que não quis se identificar. Meia hora depois, houve mais um roubo na 409 Norte. Perto do meio-dia, o assalto foi na 403 Sul. Até os clientes foram roubados. À tarde, foi um posto do Setor de Indústria e Abastecimento (SAI). Os ladrões, encapuzados, levaram R$ 850 e fugiram em direção ao mercado ao lado. “Chegamos e demos as características para os funcionários do mercado. Eles falaram que eles estavam lá”, conta outro rapaz que não se identificou. A segurança do mercado monitorou o passo a passo dos suspeitos pelo sistema de câmeras. Foi assim que a Polícia Militar descobriu objetos roubados pelos homens e que teriam sido deixados no banheiro masculino. As armas e o dinheiro não foram recuperados porque, segundo a polícia, podem ter sido levados por uma terceira pessoa, que teria conseguido fugir. Dois rapazes, um de 17 e outro de 19 anos, foram reconhecidos e presos. A polícia investiga a participação deles em pelo menos três dos cinco assaltos de hoje. “O modus operandi utilizado por esses suspeitos que foram detidos é o mesmo que foi utilizado hoje na Asa Sul e na Asa Norte”, afirma o tenente da Polícia Militar Adriano Roepkg. No total, 3.200 policiais militares fazem ronda em todo o Distrito Federal e passam pelos postos. Entre janeiro e agosto, os assaltos caíram de 627 para 597 na comparação com o ano passado. Brasília, o maior alvo, atualmente está atrás de Taguatinga, Samambaia e Ceilândia. “Nós fechamos o cerco da criminalidade naquela cidade e eles migram para outra”, diz o comandante da PM, coronel Luiz Fonseca. O coronel Fonseca confirmou que o mesmo grupo de ladrões agiu em quatro desses assaltos no Plano Piloto e no SIA. Já o presidente do Sindicato dos Postos, José Carlos Ulhoa, cobra ação do governo. Disse que os donos de postos estão sendo incentivados a colocar câmeras, mas que não têm condições de contratar seguranças particulares. Teriam de repassar o custo para o consumidor.