VEJA O VIDEO NESSE ENDEREÇO:
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1396243-10406,00-IMAGENS+MOSTRAM+ARRUDA+RECEBENDO+DINHEIRO.html
De acordo com as investigações, o dinheiro seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do DF.
O vídeo foi gravado esse ano em um dos gabinetes de uma empresa do governo do Distrito Federal. Câmeras escondidas registraram um encontro do então presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda, na época candidato a governador.
Arruda teria ido ao gabinete para pegar o dinheiro. Na cena, Durval entrega um maço de dinheiro na mão do governador que diz: “ótimo, você podia me dar uma cesta, um negócio aqui”.
Durval guarda o dinheiro em um envelope, sai de cena e volta com uma sacola que deixa em cima da mesa. Arruda faz uma pausa, pensa melhor e diz: “eu estou achando que você podia passar lá em casa, porque descer com isso é ruim.”
Pouco depois, arruda pede a um assessor: “Rodrigo, leve isso para o carro, para mim”.
De acordo com as investigações, o dinheiro seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal.
Em outro vídeo, o assessor de imprensa, Omézio Pontes, e Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, aparecem recebendo quatro maços de dinheiro.
Esses vídeos a que a Rede Globo teve acesso foram entregues à Policia Federal e ao Ministério Público Federal e, agora, fazem parte da investigação comandada pelo Superior Tribunal de Justiça. De acordo com o inquérito, os vídeos não têm sinais aparentes de montagem e foram encaminhados ao Instituto Nacional de Criminalística, onde estão sendo periciados.
O advogado do governador, José Gerardo Grossi, disse que o dinheiro mostrado nas imagens foi usado para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes no Distrito Federal.
José Geraldo Maciel, José Luiz Valente e Fábio Simão negaram envolvimento no caso. Paulo Octávio não quis se manifestar. Domingos Lamoglia e Omézio Pontes não foram localizados.