Matéria publicada no dia 28/10/2009.
Quem procurou o hospital, de ontem para hoje, enfrentou dificuldades por conta da paralisação dos servidores da Secretaria de Saúde, que ainda não tinha terminado.
Essa manhã, o atendimento foi parcial nos centros de saúde do Gama. Houve entrega de remédios nas farmácias e alguns médicos atenderam. No hospital da cidade a situação estava mais complicada. O atendimento na emergência era normal, mas o ambulatório não estava funcionando e quem precisou fazer exames não conseguiu.
“Eu quero fazer um raio x, porque levei uma pancada no carro ontem e minha mão está toda dormente. O médico fez o pedido e eu estou esperando”, conta o pedreiro Antão Mendes Pereira.
“Falaram que só estão fazendo tomografia de pessoas acidentadas e com tiro. Quer dizer que uma senhora, de 73 anos, que tem um AVC não é emergência? O que é emergência, então? É quando morre?”, questiona a saladeira Evacy Faria.
No Hospital do Gama, a maior parte dos servidores de nível médio trabalhando está no pronto-socorro e no atendimento a pacientes internados. Cirurgias, só as de emergência. As que estavam marcadas não estão sendo feitas.
“Eu vou lá e só falam que estão em greve. Ninguém trabalha”, reclama a dona de casa Maria Luzia Afonso Ferreira.
Os pacientes que tiveram as consultas e exames desmarcados vão precisar remarcar para dezembro, pois a agenda de novembro já está cheia. E os que desmarcaram cirurgias vão ter prioridade na remarcação.