Matéria publicada no dia 31/10/2009.
A incoerência na cidade é total. Perto dos prédios de apartamentos não há postes e onde eles estão não há o que iluminar. De acordo com os moradores, a escuridão traz insegurança.
Águas Claras, ruas escuras. Em alguns pontos da cidade iluminação é coisa rara, mas nem todo mundo se incomoda. Mesmo na escuridão, a praça da Quadra 107 virou ponto de encontro. É assim desde a inauguração, há seis meses.
“Hoje tinha poucos. Tem dia que tem meia dúzia, dez carros. Começa por volta das 18h e vai até 23h. Todo dia é assim: consumo e uso de drogas”, denuncia o síndico Hélio Gonçalves.
A falta de postes é um problema em outros lugares da cidade. A avenida principal tem iluminação pública forte, clara. Mas, à medida que você entra na rua, ela vai ficando fraca, vai sumindo. Os moradores reclamam da insegurança. No escuro, há assaltos e consumo de drogas na vizinhança. À noite só é possível identificar um vulto.
A Rua 24 Norte tem transporte privilegiado, ou seja, fica em frente à estação de metrô. Por outro lado, é carente de iluminação. “Altas horas da noite, os estacionamentos ficam totalmente escuros. Já houve algumas reclamações: arrombamento de veículos e abordagens”, conta o subsíndico Sebastião Ferreira.
Em alguns casos a luz é privada. O investimento saiu do bolso dos moradores do prédio. “Na nossa conta de condomínio hoje, a gente paga mais de R$ 2,5 mil só pela iluminação das áreas públicas. Com certeza, grande parte é por causa da área externa que a gente tem que iluminar”, revela o contador Paulo Pontes.
“Não são apenas esses pontos mostrados por vocês hoje, não. Existem vários pontos na cidade com esse mesmo problema”, acrescenta o presidente da associação de moradores, José Júlio de Oliveira.
O administrador de Águas Claras, Athaíde Passos, foi informado da falta de iluminação pública pelo DFTV. Disse que ainda hoje vai solicitar uma visita de técnicos da CEB.