26 de abr. de 2010

Pacientes reclamam da falta de médicos e materiais básicos nos hospitais públicos

Falta anestesista, seringa, papel higiênico e até esparadrapo. E um paciente conta que a cirurgia dele chegou a ser desmarcada por não ter anestesista.

Marcos Antônio está internado no Hospital do Paranoá há 16 dias. A cirurgia do tornozelo estava marcada para 19 de abril, mas foi cancelada. “Eles me colocaram de jejum das 6h até as 18h, e cancelaram. Falaram que era falta de anestesista pra fazer cirurgia. E cancelaram várias. Tem um colega lá do quarto que está aguardando também”, conta o motorista Marcos Galdino de Sousa. Jorive conta que o cunhado, que foi baleado, foi transferido de Planaltina para o Hospital de Sobradinho também por falta de anestesista. “A resposta que nós tivemos aqui, depois que o trouxemos, é que ele não seria atendido também, porque o anestesista estava no centro cirúrgico e não podia atendê-lo”, diz o funcionário público Jourive Araújo. No caso de Gilson, a carência foi de produtos básicos. Ele recebeu alta no último sábado, quando faltava até esparadrapo. “Como prender o gel, que é onde vai o soro? Falta papel-toalha, papel higiênico e seringa para diabético. E estavam evitando tirar soro de outras pessoas para não precisar mais usar o esparadrapo, que tinham limitado”, reclama o aposentado Gilson da Silva. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o estoque de materiais no Hospital de Sobradinho está normal. Sobre os anestesistas em Sobradinho e no Paranoá, existem dois por turno. A Secretaria também informou que apura a falta de anestesistas durante o dia no Hospital de Planaltina.Fernanda Galvão / José Carlos