1 de abr. de 2010

Postos de saúde fechados em plena campanha de vacinação

Postos funcionaram em caráter facultativo e muita gente não pôde se vacinar. MS prorrogou segunda etapa da imunização. 200 mil pessoas deveriam se vacinar no DF, mas só 80 mil procuraram os postos.

Quem procurou os postos de saúde nesta quinta-feira (1) para tomar a vacina da gripe "A" encontrou as portas fechadas. Mesmo com a prorrogação da primeira etapa de vacinação, no DF foi decretado ponto facultativo e não houve expediente nos centros de saúde. A notícia pegou muita gente de surpresa. “Hoje que teve uma folgazinha, que você tira pra levar seu filho para vacinar aí chega aqui portão fechado”, lamentou o funcionário público Pierre de Azevedo. “O dia de feriado é sexta feira, não é hoje. Então era para funcionar o posto. Tanta gente para ser vacinada, a gripe pegando todo mundo”, afirmou a professora Ana Maria Carvalho. Segundo o Ministério da Saúde, só neste ano a gripe H1Ni já matou 36 pessoas em todo país e 255 casos foram considerados graves. Grávida de três meses, Ana Claudia queria se vacinar hoje, mas encontrou os portões fechados. “É um absurdo isso. O posto fechado em plena campanha de vacinação”, afirmou. O ponto facultativo do GDF vem mesmo na contramão da ação do Ministério da Saúde que hoje prorrogou para o dia 23 de abril a segunda etapa de vacinação da gripe H1N1 para grávidas e crianças de seis meses a dois anos e pessoas com doenças crônicas. Alguns estados e o Distrito Federal não atingiram a meta. A estimativa para a capital era que 200 mil pessoas fossem imunizadas, mas apenas 80 mil foram se vacinar. As 92 salas de vacinação ficaram fechadas e vão permanecer assim até segunda feira (5). Quem tinha consultas, cirurgias eletivas e exames marcados também não conseguiu atendimento. Até domingo, só as emergências vão funcionar. “A gente tá preocupado porque em plena campanha não deveria ter feriado, ponto facultativo ou recesso, muito menos ponto facultativo. A situação é grave, é seria, é saúde pública”, afirmou o juiz de direito Paulo Cerqueira. O secretário de Sáude, Joaquim Barros, que estava de folga hoje, afirmou por telefone que o ponto facultativo não prejudica a campanha de vacinação. Segundo o secretário, o trabalho vai continuar até que a meta de vacinação seja alcançada.