5 de mai. de 2010

Faltam livros didáticos no Centro de Ensino Fundamental do Itapoã

O colégio é novo, mas com problemas de escola velha. Além disso, este ano o número de alunos matriculados triplicou.

O prédio é novo. A escola ganhou pista de skate e quadra de esportes coberta. As novidades e o pouco tempo de uso do colégio, três meses, não impediram que os problemas aparecessem. Na semana passada, 25% das 800 carteiras tiveram que ser substituídas. O encosto teria sido parafusado de forma errada e caiu. Como o material estava na garantia, a empresa responsável fez o conserto. Outra dificuldade é com os livros didáticos de ciências. “Percorremos outras escolas, conseguimos livros que estavam sobrando e já colocamos em todas as turmas. A única coisa que nós não conseguimos fazer foi um livro padrão para todas as turmas”, diz a diretora Fátima Gonçalves. “Quando a professora vai pedir pra fazer um dever, a gente tem que fazer em dupla. E fica muito ruim porque, por exemplo, se for fizer um teste e precisar do livro, não vai dar para fazer junto”, reclama a estudante Dilma dos Reis. Para resolver o problema da falta de livros de ciências das turmas da sexta série, a escola resolver montar kits, que ficam a disposição do aluno na sala de aula da disciplina. Em caso de prova, o estudante pode pegar emprestado o material na biblioteca e levar para casa. O diretor do Sindicato dos Professores trabalha no colégio e diz que, além dos livros, falta material para trabalhar com os alunos. “Se você tem uma avaliação, um diagnóstico, e faz uma estratégia de matrícula dentro da realidade, você pode evitar a falta de livro, de materiais pedagógicos em geral, e evitar que o professor trabalhe sem estrutura”, explica o professor Carlos Gabriel. Segundo a Direção Regional de Ensino, o MEC repassa livros de três em três anos às escolas. Como o número de turmas triplicou e no ano que vem o material será trocado, a direção teve que improvisar. “A necessidade que a escola venha a ter, A DRE tomas as providencias no sentido de dar apoio total a essa escola. Exatamente por ser uma escola nova e em uma comunidade carente. Então, a gente faz o que está dentro das nossas possibilidades”, diz Marlene Santos, da Direção Regional de Ensino. Flávia Marsola / Romildo Gomes