Matéria do dia 01 de outubro de 2009.
A polícia registrou, de janeiro a maio deste ano, 64 casos. Só três viaturas da PM fazem a ronda na cidade. Os outros carros estão parados esperando por manutenção.
Ceilândia Centro: no lugar mais movimentado da maior cidade do Distrito Federal é difícil encontrar policiamento. “É incrível, a gente roda, roda e não encontra uma viatura”, diz um rapaz. “Os marginais estão soltos. Em compensação, a população está presa dentro de casa”, reclama uma mulher. Ceilândia tem o maior número de assassinatos. De janeiro a maio deste ano foram 64 casos. No primeiro semestre, 241 armas foram apreendidas. A Polícia Militar registrou 637 furtos em residências e 2.098 roubos. Yolanda Lima Monteiro só confia nos 12 cadeados que ela comprou para proteger a loja que já foi arrombada. “Fizemos a ocorrência, mas nunca vieram fazer a vistoria na loja”, diz a comerciante Yolanda Lima Monteiro. O comércio tem sido alvo fácil. “Hoje nós tivemos um comerciante que teve a porta serrada”, conta a comerciante Ana Paula Pereira. “É difícil a gente ver policiamento passar por essa região”, revela o comerciante Edílson Nogueira. Essa reclamação dos comerciantes de que é difícil ver rondas da PM pela cidade tem uma explicação: é que o 8º Batalhão, responsável pelo policiamento na região, antigamente tinha entre 28 e 30 carros rodando todos os dias. O problema é que tinha! Hoje, apenas três viaturas funcionam! Todas as outras estão à espera de manutenção. No pátio do quartel, viaturas encostadas, sem uso. Ninguém do Comando da PM quis gravar entrevista. Mas um policial confirma a denúncia. “Não tem viatura nos postos policiais. E quando tem, ela está quebrada, é só pra disfarçar. Só tem segurança na porta de quem mora ao lado de um posto policial, que o restante da comunidade está toda abandonada”, afirma o policial. A Assessoria de Comunicação da PM informou que dia 9 de outubro será feito um pregão para contratar a empresa que deve fazer a manutenção de 199 viaturas.
Fonte: www.globo.com/dftv