Faltam carros para a Polícia Militar. Na cidade, policiais enfrentam a situação "doando" peças.
Nas ruas do Gama, tem gente reclamando da segurança. Ou melhor, da falta dela. “Um dia desses, fui assaltada. Eu chamei a Polícia Militar e ela levou um tempão pra chegar”, revela a dona de casa Gonçala Rodrigues Pena. “O trabalhador fica enjaulado e os ladrões ficam soltos”, diz uma senhora. Ontem (01), a equipe do DFTV mostrou que em Ceilândia a Polícia Militar tem apenas três viaturas pra fazer rondas. O ideal seriam 30. No Gama, a frota é de 17 carros. Ontem tinham 11 rodando. Nesta sexta-feira, dia 2, o Batalhão conseguiu mandar 13 viaturas para as ruas. O comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Casado, diz que isso só é possível porque os próprios policiais tiram do bolso pra fazer a manutenção. “Muitas vezes os policiais fazem até doação de óleo, de pastilhas e de outros tipos de peças para as viaturas mais antigas, que não estão em garantia de revisão. Assim eles fazem a manutenção preventiva delas e voltam ao policiamento de rua”, revela Casado. Houve aumento nos assaltos a ônibus. “No meu primeiro dia de serviço, os marginais levaram o dinheiro da cobradora, e isso me deixou triste. Falei: não dá pra trabalhar assim”, conta o motorista José Barbosa. Mas outros crimes diminuíram: entre janeiro e agosto, houve 86 roubos a comércio contra 110 no mesmo período do ano passado. Assaltos a postos de gasolina caíram de 95 pra 25 nesse período. Quem não tem carro: “os policiais que não tem viatura e vão a pé pra rua vão de colete ostensivo, colocam uns cones nas ruas e com isso fazem maior prevenção. Com essa prevenção conseguimos diminuir a criminalidade”, diz Casado. Na próxima sexta-feira, dia 9, será feito um pregão para contratar a empresa que deve fazer a manutenção de 199 viaturas.
Fonte: www.globo.com/dftv