5 de nov. de 2009

Conseguir atendimento no Hospital do Gama ainda é um problema

Matéria publicada dia 16/10/2009.

Com 42 anos, o Hospital Regional do Gama faz 1.000 atendimentos por dia. A maioria de pacientes do Entorno.

A doméstica Jurlene da Conceição mora no Gama há 20 anos. Sempre que tem um problema de saúde ela recorre ao hospital da cidade. Hoje, com fortes dores na coluna, Jurlene foi procurar atendimento e chegou cedo.

“Desde 6h que eu estou aqui e não me chamaram até agora. Eu preciso ser atendida porque eu ainda tenho que ir trabalhar”, reclama a empregada doméstica.

O Hospital Regional do Gama tem 42 anos e uma boa estrutura. Mas a procura por atendimento cresce a cada dia e compromete o funcionamento. A maioria dos pacientes vêm de cidades do Entorno. No estacionamento, ambulâncias da Cidade Ocidental e Luziânia (GO).

Valparaíso (GO) é a cidade campeã de pacientes e Felipe é um exemplo. O vendedor, sem conseguir atendimento por Valparaíso, veio em busca de socorro no Hospital do Gama. “Eu vim direto pra cá, porque o hospital que tem lá não funciona”, explica Felipe Silva Cordeiro.

O diretor do hospital afirma que além dos atendimentos de pacientes do Entorno, os casos menos graves, que poderiam ser resolvidos em postos de saúde, também lotam o hospital.

“Os postos de saúde e o pronto-atendimento dessas cidades vizinhas, se tivessem o básico, que é um clínico, um pediatra e um ginecologista, acredito que 60% dos nossos problemas de emergência já seriam resolvidos”, afirma o diretor Robson Brito.

Há 15 dias, o ambulante Júlio dos Santos está com tosse e dor de garganta. Ele conta que foi à emergência do hospital três vezes, mas não foi atendido. “Tem que vir e esperar pra ver se consegue ser atendido. Se não conseguir, tem que voltar e tomar remédio caseiro mesmo”, revela. Cansado de esperar, Júlio resolveu ir embora.