Um temporal destruiu o shopping em abril de 2009. A promessa era de uma reforma imediata, mas até hoje nada foi feito.
Há quase um ano, Virgílio trabalha em frente ao terreno onde funcionava o shopping popular. Ele conta que o movimento é fraco e que está difícil conseguir vender. “Tem dia que vende um pouquinho, no outro não vende nada. Já passei meses sem vender”, conta o feirante Virgílio Oliveira. Em abril do ano passado, uma ventania destruiu o Shopping popular de Taguatinga. Mesas, cadeiras e mercadorias ficaram espalhadas pelo chão. Quase tudo perdido e por sorte, ninguém se feriu. Hoje, o local virou um estacionamento e os feirantes foram transferidos para o lote da frente. Desde o incidente, eles trabalham de forma improvisada em um galpão construído pela administração. “Que a administração nos apóie e que nós possamos trazer os demais colegas a ocuparem os boxes vazios e fazer propaganda para poder mostrar ao povo que estamos aqui”, sugeriu Luiza Beth, da Associação dos Feirantes. Quem mais sofre no improviso são os vendedores de comida. O local não tem esgoto nem água encanada. Para lavar e cozinhar, só usando baldes. “É difícil porque os alimentos têm que ser lavados com vinagre, os pratos com álcool. Tem que ser tudo muito limpo”, diz a feirante Sandra Mohamed. Sem movimento nem estrutura, muitos feirantes não conseguiram manter o negócio. Passando pelos corredores, não é difícil encontrar bancas fechadas. E quem insiste, cobra uma ação rápida do governo. “Viemos para esse pedaço de chão com a promessa de que estaríamos aqui provisoriamente e que dentro de um ano seria entregue o shopping popular definitivo. Essa promessa que o GDF teve conosco não foi cumprida, até hoje”, reclama o feirante José Filho dos Santos. O GDF prometeu erguer o shopping logo depois do vendaval. Mas só em novembro de 2009, quando saiu a licitação, a Terracap descobriu que o terreno não se tratava de um lote e sim de uma área pública, o que inviabiliza a obra. Com a crise que se instalou no governo, o processo parou. Agora, a administração faz uma nova promessa. “Acredito que, no prazo de 30 dias, nós vamos ter uma resposta dos órgãos envolvidos. Ou para construir o shopping naquela área ou para construir em outra, que já exista o lote determinado pela Terracap”, garante o administrador de Taguatinga, Gilvando Galdino. Maria Fernanda / Márcio Muniz