7 de abr. de 2010

Moradores tentam recuperar as margens do Rio São Bartolomeu

Um projeto de reflorestamento está mudando a paisagem e a relação com a natureza das pessoas que moram às margens do Rio São Bartolomeu. Eles aprendem a produzir e plantar as mudas nativas do Cerrado.

A bacia do Rio São Bartolomeu sofre com o crescimento urbano desordenado e com a ocupação agrícola. É grande o desmatamento e a água está poluída. São quase 200 quilômetros de extensão desde Planaltina, onde nasce o primeiro rio, até Corumbá, em Goiás. O objetivo do projeto é reflorestar 500 hectares de áreas degradadas com espécies nativas do Cerrado. E também ensinar aos moradores das 16 comunidades da bacia a importância de preservar o meio ambiente. “Mostrar a importância deles, e a qualidade de vida que eles podem ter, a partir da preservação dessas áreas”, ressalta a coordenadora de educação ambiental Fernanda Maciel. Dez mil mudas começaram a ser plantadas nos Parques Ecológicos Vale do Amanhecer e Pequizeiros, em Planaltina, áreas com maior desmatamento. A comunidade faz cursos para trabalhar na produção e plantio das mudas. “Até junho, vamos construir três grandes viveiros com capacidade de produção de 75 mil mudas por ano. E esses viveiros vão empregar os coletores de sementes, os produtores de mudas e vão dar suporte para as áreas degradadas da bacia”, explica o engenheiro florestal Irving Silveira. Lucivânia de Souza começou a por em prática o que aprendeu. Moradora da Comunidade Rural de Rajadinha, em Planaltina, é vizinha do Rio São Bartolomeu. “Nós vamos reflorestar a nossa chácara, porque o planeta depende da gente”, diz a produtora rural Lucivânia de Souza. Cerca de 1,5 milhão de mudas nativas devem ser produzidas em dois anos e meio. Maria Fernanda / Manoel Lenaldo