20 de mai. de 2010

Espera por atendimento no Hospital de Base pode chegar a quatro horas

Hospital também está pedindo aos doentes menos graves para procurar centros de saúde. O Hospital Regional de Taguatinga está com restrições no atendimento por conta de uma reforma.Cada ponto de luz no mapa representa uma ambulância a postos para prestar socorro. As 25 equipes do Corpo de Bombeiros estão orientadas a só levar pacientes para o Hospital Regional de Taguatinga em último caso. Traumas mais leves são encaminhados para o Hospital de Samambaia e de Ceilândia. “A gente tem conduzido os casos de maior gravidade para o Hospital de Base, dependendo da disponibilidade de recursos no momento. No Hospital de Taguatinga realmente tem ocorrido a retenção de macas”, afirma o subcomandante do Batalhão de Emergências, Major Alexandre Guedes. O Hospital de Base também está sobrecarregado. Os pacientes esperam horas e não tem garantias de que vão ser atendidos. “A gente daqui desde às cinco horas da manhã sem ser atendida”, conta a dona de casa Vilma Ribeiro. “Meu sobrinho sofreu um acidente de moto de manhã e agora não tem vaga”, reclama a dona de casa Sandra da Cruz. Faltam até macas, que estão sendo utilizadas como leitos. Uma mulher tem que ser carregada nos braços. Na enfermaria do pronto-socorro, a capacidade é para 96 pacientes, mas nesta quarta-feira, dia 19, há 205 pessoas internadas. Um problema para o transporte de pacientes que chegam e para a própria qualidade do atendimento na emergência. A direção do Hospital diz que muitos pacientes deveriam estar nos centros de saúde. “Eles ficam aguardando atendimento sabendo que o caso dele é menos grave ou não grave e que vai esperar quatro, cinco, seis horas”, afirma o diretor do Hospital de Base, Luiz Carlos Schimin. É o que muitos fazem . “No posto de saúde eles não atendem emergência, lá eles me mandam pra cá. Nós não procuramos hospital porque lá não tem ortopedia e tem Raios-X”, explica a fisioterapeuta Luciana Nádia. Renata Feldmann