19 de mai. de 2010

Motociclistas são um terço das vítimas de acidentes de trânsito

Cerca de 20% do total de mortos no trânsito eram motociclistas. Imprudência é a principal causa de acidentes. De acordo com o presidente do Sindimoto, é preciso mais treinamento.É só o trânsito complicar que lá vão eles pelo corredor formado entre os carros. As motocicletas acabam desenhando uma faixa exclusiva. Alguns se arriscam e quase batem. Fazem também ultrapassagens perigosas pelo ponto cego do motorista que vai à frente. “Nós entendemos que, como a faixa é feita para ser ocupada por um veículo de cada vez, o motociclista que anda na lateral do veículo comete infração considerada grave, de R$ 127”, explica o diretor de Fiscalização do Detran, Silvaim Fonseca. As imprudências - comuns nas ruas do DF - acabaram se refletindo no último levantamento de acidentes de trânsito do Detran. Em 2009, um terço das ocorrências com mortes envolveram motos. Em 64% delas a vítima foi o próprio motociclista. A estatística: 131 mortes. Ou seja, 20% do total de pessoas que morreram em acidentes de trânsito. O presidente do Sindicato de Motociclistas Profissionais reconhece que é preciso investir mais em treinamento. Mesmo assim, diz que a maioria dos acidentados não é motofretista. “Nós estamos preocupados com a quantidade de motociclistas envolvidos em acidentes. Mas queremos deixar bem claro que não é o profissional. É o usuário comum, que compra uma moto pra ir e voltar do trabalho, e muitas vezes nem tem carteira”, destaca Reivaldo Alves de Morais. “Infelizmente, a questão econômica fala em primeiro lugar, em virtude das várias realidades existentes no país. Hoje, a única coisa que se cobra do motociclista é um capacete com viseira ou capacete com óculos. O Detran só pode exigir o mínimo do código e é necessário que ele tenha outras formas de treinamento”, acrescenta Silvaim Fonseca. “O sindicato, junto ao Ministério do Trabalho, conseguiu qualificação para dois mil trabalhadores. São cursos de pilotagem e noções de primeiros socorros”, lembra Reivaldo. Bernardo Lenaldo / Edvaldo Lachu