Continua internado na UTI o bebê João Pedro, que nasceu no Hospital de Ceilândia sem a presença de um médico. A polícia investiga se houve omissão.O delegado responsável pelo inquérito, Onofre de Moraes, quer saber se houve omissão do médico que atendeu João Pedro. Izabel disse à polícia que havia alertado o médico sobre as dificuldades que teve no parto do primeiro filho.
“Quero saber o porquê da ausência do médico em um momento tão crucial que estava a paciente – na hora de trabalho de parto. Segundo ela, no primeiro parto, ele precisou de ajuda para expulsar a criança. O médico não achou que isso era relevante naquele momento”, diz o delegado Onofre de Moraes. Médicas legistas vão examinar João Pedro. Se o bebê ficar com sequelas por causa da falta de oxigenação no cérebro na hora do parto, os responsáveis podem responder por tentativa de homicídio. “Se houver sequelas e houve omissão culposa, será lesão corporal culposa. Se a omissão foi dolosa, pode ser tentativa de homicídio. A obrigação do médico é acompanhar o paciente, principalmente se ele está em risco. É um dever de ofício”, ressalta o delegado.