24 de jul. de 2010

Sem muro desde janeiro, escola no Gama fica desprotegida

Secretaria de Educação anuncia para este mês licitação para a escolha de empresa responsável pela manutenção das escolas do DF. Medida que resolveria problemas dos colégios mais antigos do Gama.
A pintura da fachada foi feita no início do ano, mas, em uma semana, as pichações surgiram por todo lado, dividindo espaço com o que realmente é arte.
O problema não é novo. O Centro de Ensino Médio 01 do Gama, mais conhecido como CG, tem 46 anos. O prédio é tombado e as grades sempre foram baixas, o que facilita a entrada dos pichadores.
Em janeiro, a situação se agravou. Parte do muro da escola desabou e até hoje está no chão - um perigo para a segurança dos alunos e de quem passa pelo local.
A parte que fica perto das quadras de esporte desabou por causa das chuvas fortes do início do ano. Segundo engenheiros da Secretaria de Educação, todo o muro está comprometido.
“Não sabia que estava correndo esse perigo. Vou ficar cautelosa daqui para frente”, diz a servidora pública Ester Rosa.
“A gente fica exposto a tudo com o muro quebrado. Qualquer pessoa entra aqui e faz o que quiser”, teme o autônomo José Augusto Aguiar.
A diretora Marilúcia Madureira reconhece que é difícil controlar a entrada de estranhos. Desde maio, ela aguarda o fim da licitação para o início da obra do muro.
“A gente não tem tido problemas com a violência. O Batalhão Escolar tem nos dado uma apoio muito grande fazendo suas rondas, inclusive, eles passam por aqui de moto”, afirma.
Os alunos que frequentam a escola à noite têm medo de ser assaltados. “A gente tem muito medo de passar porque há alunos que não são da escola. Caso a gente não conheça, fica perigoso”, acredita a estudante Gisleyanne Ângelo.
“Dá medo de ir embora, a gente se sente inseguro. O policiamento vem aqui só de vez em quando”, acrescenta o aluno Gabriel de Almeida.
Bernardo Menezes / Edson Cordeiro