Há três meses, quem procura a central da Fácil no Setor Comercial Sul, para recarregar o cartão, tem sempre a mesma resposta: o dinheiro acabou.
“Eu vim buscar a recarga do meu cartão. E como todo mês o governo não libera verba, os estudantes ficam nesse impasse, sem poder recarregar os créditos para ir à escola”, reclama a estudante Laura Lourenço. O governo tenta resolver o problema fazendo repasses extras de R$ 4 milhões por mês. Enquanto uma solução não vem, o jeito é pagar a passagem. “Vai ter que tirar o dinheiro do bolso para pagar mais, porque o governo promete uma coisa e não cumpre”, reclama a estudante Clarisse Ribeiro. O Tribunal de Contas do DF cobrou explicações do repasse à Fácil, empresa que administra o passe estudantil. Disse ainda que a empresa deve manter as recargas, mesmo sem o dinheiro do governo. O DFTtrans suspendeu os repasses até que haja decisão do Tribunal de Contas sobre o assunto. A Fácil alega que já respondeu ao tribunal e que não tem condições de bancar a recarga dos cartões.