30 de ago. de 2010

Zero Hora

CAROLINA BAHIA
Gerência
Em menos de 15 dias, o programa de governo de Dilma Rousseff estará concluído, o que não significa que será utilizado como ferramenta de campanha. Quanto mais a candidata cresce nas pesquisas, maior é a cautela dos estrategistas. Além de evitar desgastes desnecessários, com uma análise criteriosa da agenda, os aliados querem deixar a candidata bem longe de temas polêmicos. A última pesquisa mostra que o eleitor está preocupado com a manutenção do poder de compra. É a senha para que se fortaleça o tema da continuidade. E o programa de governo? Fica sempre para depois.
Fritando
A candidata Marina Silva tem motivos de sobra para cobrar de Guido Mantega uma manifestação sobre o escândalo da quebra de sigilo fiscal. Além de Ministro da Fazenda, ele é um dos nomes cotados a permanecer na Esplanada em caso de vitória petista.
Demorou
Começou a artilharia sobre o PMDB governista. Michel Temer passou o final de semana dando explicações sobre a prestação de contas. Candidato ao governo de Minas, Hélio Costa enfrenta acusação de caixa 2.
Aplainando
Tem liderança do PP gaúcho analisando o terreno, em caso de desembarque da candidatura Yeda Crusius. Um candidato à reeleição na Câmara tem telefonado semana sim, outra também, para Tarso Genro.
Recesso
Presidente estadual do PP, Pedro Bertolucci, é a favor da emancipação de Pinto Bandeira. Ele explica, no entanto, que o impasse político envolvendo a região só seria resolvido com uma reunião da Executiva do partido, praticamente impossível em plena campanha. Uma definição ficaria somente para depois de outubro.
PARA COBRAR - ali adiante
Abafa
O impasse pela emancipação de Pinto Bandeira virou uma guerra no PP. Integrantes do partido de Bento Gonçalves são acusados de impedir a independência da cidade, provocando a ira de correligionários. Tudo indica que a briga vai acabar em frente à sede do partido, em Porto Alegre, com direito a tratoraço. Uma saia justa no período eleitoral.


ROSANE OLIVEIRA
Aos olhos do eleitor
A última pesquisa do Datafolha foi além de identificar a intenção de voto dos brasileiros e fez uma série de perguntas para saber qual é imagem que os eleitores têm dos candidatos a presidente. Os resultados são interessantes para se compreender a lógica ou a falta de na hora de definir o voto. Pela pesquisa, também se pode constatar que, desde maio deste ano, quando estava bem atrás de José Serra (PSDB), até a liderança sólida em agosto, Dilma Rousseff (PT) se tornou mais inteligente, mais simpática e mais preparada aos olhos do eleitor. Os números não chegam a ser ruins para Serra, que até ultrapassa a adversária nos quesitos “mais experiente” (51% a 31%), mais apto para cuidar da saúde (47% a 33%) e menos autoritário (30% a 37%). Falta ao tucano uma qualidade que só Dilma tem: a de ser a ungida pelo presidente Lula, que bateu mais um recorde de popularidade. Na comparação direta, os pontos positivos dos dois se equilibram. Dilma é considerada mais preparada para ser presidente do que Serra (42% a 38%), mais simpática (37% a 26%), mais apta para cuidar da educação (41% a 31%), combater a violência (38% a 30%), combater o desemprego (46% a 28%) e manter a estabilidade econômica (49% a 28%). Os eleitores acham que ambos são inteligentes: 36% para Serra e 34% para Dilma. No imaginário de 41% dos eleitores, Serra defenderá mais os ricos do que Dilma (17%). Quando a pergunta é quem defenderá mais os pobres, Dilma tem 45% e Serra, 20%. No Rio Grande do Sul, a imagem de Serra é melhor do que na média nacional. Serra aparece à frente de Dilma nos quesitos mais inteligente, mais experiente, mais simpático, mais preparado para governar, para cuidar da saúde. Os dois empatam no quesito mais preparado para combater a violência e cuidar da educação. Dilma leva vantagem nos itens “mais preparado para combater o desemprego” e para manter a estabilidade econômica. Os gaúchos também acham que Dilma defenderá mais os pobres do que Serra (39% a 24%) e que o tucano defenderá mais os ricos (33% a 18%).
!
O Ibope que mostra Dilma com 24 pontos de vantagem sobre Serra constata que dois em cada três eleitores votam nela porque a consideram mais capaz de dar continuidade ao governo Lula.
Missão de Indio no RS
Antecipando-se à visita do vice de Dilma Rousseff (PT) ao Estado, o vice da chapa de José Serra, Indio da Costa (DEM), desembarcará em solo gaúcho amanhã, para uma visita de dois dias, em que tentará reverter a tendência de crescimento petista. A chegada está prevista para as 16h, em Rio Grande, e o roteiro prevê passagem por Pelotas, onde Indio tem familiares.
Na visita ao porto de Rio Grande, Indio deve elogiar a administração estadual do porto – questionada na semana passada após a divulgação de intervenção federal, negada pela superintendência.
Recepção dividida
Funcionou a estratégia da cúpula do PMDB, que conseguiu adiar para quinta-feira a visita do presidente nacional do partido, Michel Temer, por medo da repercussão do apoio de prefeitos do partido à chapa de Dilma Rousseff (PT) à Presidência – o candidato ao Piratini José Fogaça (PMDB) mantém a neutralidade. Líder do movimento que apoia Temer e Dilma, o prefeito de Quaraí, João Carlos Gediel, reconhece um abalo na mobilização para o evento, e não sabe agora quantos poderão comparecer:
– O pessoal já havia se programado e articulado as caravanas para quarta-feira passada.
DISCURSO EMBALADO
Embalado pelos bons resultados nas pesquisas eleitorais, o candidato Tarso Genro (PT) tem conseguido vencer resistências em setores tradicionalmente mais alinhados a seus adversários. Entre as entidades que prestigiaram ontem o lançamento de sua Carta aos Gaúchos, em que registra compromissos de campanha, esteve a Agenda 2020, que é liderada por federações empresariais e formada por organizações civis. Segundo integrantes da Agenda, foi um reconhecimento à atenção do petista às ideias do movimento.
Apesar de o grupo ter se reunido com todos os principais candidatos ao Piratini, incluindo José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), Tarso foi o único que pediu uma segunda reunião para discutir as propostas recebidas no primeiro encontro. Integrantes da Agenda 2020 comemoraram ao encontrar na carta pontos em comum com as propostas do movimento.
ALIÁS
Os únicos itens em que Marina Silva supera seus índices de intenção de voto são simpatia (14% dizem que ela é a mais simpática) e defensora dos pobres (13%).
Tipo exportação
Como reconhecimento aos bons resultados na gestão do Judiciário, o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) será levado pelo Conselho Nacional de Justiça a outros tribunais do país. Já houve reuniões no Paraná e na Bahia.
Amanhã, às 16h, os presidentes dos conselhos superior e diretor do PGQP, Jorge Gerdau Johannpeter e Ricardo Felizzola, estarão reunidos com o presidente do TJ gaúcho, desembargador Leo Lima, no Tribunal de Justiça, para avaliar os resultados da parceria, iniciada em dezembro de 2008.
Embora lutem por um lugar no segundo turno, os candidatos ao governo do Estado Yeda Crusius (PSDB) e José Fogaça (PMDB) mantém o clima de cordialidade, sem ataques diretos.
Acompanhados por seus vices durante o debate na Expointer, sábado, na Casa RBS, os dois beliscaram carnes e salsichões servidos como aperitivo e conversaram com produtores rurais antes de deixarem o Parque de Exposições Assis Brasil. O candidato do PT, Tarso Genro, saiu tão logo a sabatina se encerrou.
Trio confiante
Embora só existam duas vagas ao Senado, os três principais candidatos juram que vão se eleger.
Na liderança da última pesquisa do Datafolha, Ana Amélia Lemos (PP) se surpreendeu ao constatar que tem mais votos na Capital, e atribui seu crescimento à propaganda de TV, que mostrou aos eleitores que trocou o jornalismo pela política.Germano Rigotto (PMDB), que aparece em segundo, e Paulo Paim (PT), em terceiro, também dizem estar tranquilos porque percebem o carinho das ruas – e relativizam as pesquisas.
Mesmo abatido, Alceu Collares mantém a língua afiada: diante do resultado do último Datafolha, que mostrou o crescimento de Tarso Genro (PT), o mais polêmico dissidente da coligação de José Fogaça (PMDB) vocifera:
– A imparcialidade matou o Fogaça, porque é próprio do Rio Grande tomar posição. Aqui não tem muro.

29 de ago. de 2010

Carta do Bruno

Bruno Fontineli é um jovem nascido na Ceilândia, Distrito Federal, Estudou em escola pública e, com muito sacrifício, está cursando a Faculdade de Direito. Mesmo antes de se formar, passou a trabalhar no na Câmara dos Deputados, onde ficou desde 1999 a 2010. Assumindo a liderança natural por onde passou nos bancos escolares, foi adepto da formação política consciente de jovens cidadãos. Seja no desempenho de sua atividade profissional, seja nas demais atividades, Bruno sempre teve a retidão e a honestidade. Buscou trazer os benefícios do Estado para mais próximo do cidadão, com a agilidade que dele se espera, participando ativamente das comunidades por onde passou e, assim, vivenciando os problemas sofridos por todos nós. Esse dinamismo o credenciou, após sucessivos debates nos encontros realizados, a pleitear o cargo de Deputado Distrital pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB. Por sua formação, Bruno é consciente do papel a ser desempenhado pelo representante do povo junto ao Poder Legislativo. Busca, principalmente, atuar na fiscalização dos gastos públicos e na formulação de leis, a fim de assegurar um ensino público integral de qualidade e políticas voltadas para a juventude. Colocando seu nome à disposição para apreciação de todos os eleitores, Bruno assume publicamente o compromisso de trabalhar de forma incessante pelo coletivo, atendendo da melhor forma possível os anseios populares.O seu voto hoje é a sua realidade amanhã. Contamos com você!

28 de ago. de 2010

Sponholz

Deputado renuncia para fugir de julgamento no STF

Neudo Campos (PP), candidato ao governo de Roraima, renunciou ao mandato de deputado federal para postergar seu iminente julgamento no Supremo Tribunal Federal, que era a última instância. Com a renúncia, os processos retornam à primeira instância, no Estado. No horário eleitoral, Neudo Campos contou outra história: renunciou porque não havia o que fazer na Câmara, nesta época eleitoral.

Coluna Claudio Humberto.

Era muita raiva
Policial experiente diz que o assassino ou assassinos do caso Villela estavam descontrolados, talvez pelo ódio exacerbado ou por drogas.
Detalhe relevante
A polícia acha que a empregada, primeira vitima, abriu a porta para um conhecido, dando-lhe as costas – onde receberia a primeira facada.
Recusa estranha
Intriga os policiais a recusa de Adriana, segundo testemunhos, de ir ao apartamento dos pais enquanto eles eram dados como desaparecidos.
Articulação
Advogados de Adriana Villela, tão competentes quanto articulados, têm tentado demonstrar a inocência dela a jornalistas do Rio e São Paulo.

Pelo Ibope, Dilma já está eleita: 51x27%

Pesquisa do Ibope, divulgada neste sábado, indica que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, já pode mandar fazer o vestido da posse: ela já soma 51% das intenções de voto, contra apenas 27% atribuídos ao principal rival, José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) ciu um ponto percentual e soma agora 7% das intenções de voto. No levantamento anterior, antes do início do horário gratuito, os índices eram de 43% e 32%, respectivamente. A vantagem subiu para 24 pontos. Os adversários de Dilma somam 35% das intenções de voto, 16 pontos percentuais a menos do que ela. Se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno com 59% dos votos válidos.

Polícia acha que filha esteve na cena do crime

Policiais envolvidos na investigação do assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, de sua mulher e da empregada, desenvolvem a tese de que a filha do casal, Adriana, que se encontra presa, teria participado pessoalmente do crime. Os policiais afirmam que no latrocínio, que em geral envolve criminosos profissionais, raramente são tão violentos. As três vítimas receberam 73 facadas.

24 de jul. de 2010

Faltam calçadas em Samambaia

Falta de calçadas em Samambaia é problema antigo, e ainda são muitas as quadras sem calçamento. Mesmo quando existe calçamento, eles estão danificados ou terminam no meio do caminho.
Com tantos desníveis no trajeto, uma simples caminhada pode ser perigosa. “Pode causar vários problemas musculares na perna, no tornozelo. Seria bom eles darem uma revisada na pavimentação”, diz a professora Elza Ribeiro.
Andar na primeira avenida sul de Samambaia é mesmo um desafio e os moradores reclamam que o calçamento novo, com menos de um ano, já está em péssimas condições. Em alguns pontos, o espaço que restou para andar é menor que um metro de largura. “Podia ser uma estrutura melhor, porque tem muita criança que passa por aqui para ir para a vila olímpica”, avalia um estudante.
Outro trecho que incomoda muito os moradores tem calçamento em boas condições, mas a obra parou no meio do caminho e a caminhada precisa ser feita na terra mesmo. “Começaram e deixaram no meio da viagem. Estamos esperando para ver se o administrador dá continuidade para o trabalho”, conta o aposentado Divino Tito.
O porteiro Joílson Araújo conta que reclama na administração há seis meses, e até hoje nada foi resolvido. “Já fui várias vezes, conversei com três administradores que passaram pela administração e nenhum dos três resolveu nada. Está aqui, há dois anos, essa calçada nesse estado e eles não tomam providência nenhuma”, afirma.
O administrador de Samambaia disse que uma licitação para continuar o calçamento vai ser iniciada neste mês, mas as obras só devem começar em setembro. Kenzô Machida / João Raimundo

Investigados na Caixa de Pandora querem voltar à política

Oito citados no inquérito são candidatos. Análise da variação patrimonial em relação às últimas eleições mostra que um empobreceu; um ex-milionário, hoje não tem nada e muitos enriqueceram.
A investigação da Caixa de Pandora revelou um esquema que teria a participação do primeiro escalão do governo, de empresários com interesses em contratos com a administração pública e de deputados distritais que receberiam propina pra aprovar projetos. O inquérito ainda não foi concluído e por enquanto ninguém foi indiciado.
Depois de algum tempo sem aparecer ou dar declarações, oito citados no inquérito da operação Caixa de Pandora voltam ao cenário político. Entre eles, pelo menos três tiveram aumento de patrimônio em relação às últimas eleições.
Em quatro anos, a variação de patrimônio de Rôney Nemer (PMDB) foi de 49%. A de Benício Tavares (PMDB), de 60%. O patrimônio de Aylton Gomes (PR) teve a maior variação desde 2006: subiu 245%.
De acordo com a declaração de bens de Pedro do Ovo (PRP), o patrimônio dele diminuiu 161%. Já Berinaldo Ponte, que em 2006 declarou R$ 90.500 mil, este ano não declarou bens. Nas últimas eleições, Benedito Domingos (PP) havia declarado mais de R$ 2,3 milhões. Agora, não declarou nada.
Os ex-secretários do governo José Roberto Arruda, José Luiz Valente e Roberto Giffoni, também citados no inquérito da Caixa de Pandora, não se candidataram na última eleição. Giffoni disse que o patrimônio dele foi acumulado em 25 anos de trabalho como procurador federal. A assessoria de Benício Tavares informou que a evolução patrimonial é compatível com o salário dele.
José Luiz Valente afirmou que não tem patrimônio relevante e vive de salário. Rôney Nemer disse que tem poucas despesas pessoais e investe o salário em imóveis, que rendem alugueis. Benedito Domingos afirmou que deve ter havido erro no sistema da Justiça Eleitoral porque ele teria informado um aumento de cerca de 17% no patrimônio. Os outros candidatos citados na reportagem não foram encontrados.
Rafael Mônaco

Sem muro desde janeiro, escola no Gama fica desprotegida

Secretaria de Educação anuncia para este mês licitação para a escolha de empresa responsável pela manutenção das escolas do DF. Medida que resolveria problemas dos colégios mais antigos do Gama.
A pintura da fachada foi feita no início do ano, mas, em uma semana, as pichações surgiram por todo lado, dividindo espaço com o que realmente é arte.
O problema não é novo. O Centro de Ensino Médio 01 do Gama, mais conhecido como CG, tem 46 anos. O prédio é tombado e as grades sempre foram baixas, o que facilita a entrada dos pichadores.
Em janeiro, a situação se agravou. Parte do muro da escola desabou e até hoje está no chão - um perigo para a segurança dos alunos e de quem passa pelo local.
A parte que fica perto das quadras de esporte desabou por causa das chuvas fortes do início do ano. Segundo engenheiros da Secretaria de Educação, todo o muro está comprometido.
“Não sabia que estava correndo esse perigo. Vou ficar cautelosa daqui para frente”, diz a servidora pública Ester Rosa.
“A gente fica exposto a tudo com o muro quebrado. Qualquer pessoa entra aqui e faz o que quiser”, teme o autônomo José Augusto Aguiar.
A diretora Marilúcia Madureira reconhece que é difícil controlar a entrada de estranhos. Desde maio, ela aguarda o fim da licitação para o início da obra do muro.
“A gente não tem tido problemas com a violência. O Batalhão Escolar tem nos dado uma apoio muito grande fazendo suas rondas, inclusive, eles passam por aqui de moto”, afirma.
Os alunos que frequentam a escola à noite têm medo de ser assaltados. “A gente tem muito medo de passar porque há alunos que não são da escola. Caso a gente não conheça, fica perigoso”, acredita a estudante Gisleyanne Ângelo.
“Dá medo de ir embora, a gente se sente inseguro. O policiamento vem aqui só de vez em quando”, acrescenta o aluno Gabriel de Almeida.
Bernardo Menezes / Edson Cordeiro

Quadra precária desestimula praticantes de ginática em Taguatinga

Um grupo de senhoras de Taguatinga Norte que participa do programa ginástica nas quadras reclama do abandono da praça da QNL 10/12. Administração diz que quadra foi reformada há menos de um ano.
“Nós fazemos educação física aqui nessa praça, o pessoal da terceira idade ou quase da terceira idade. Não tem condições porque o alambrado é todo quebrado, é tudo sujo, o chão, enfim, tudo”, conta uma moradora. Ela destaca que os adultos nunca se machucaram no local, mas as crianças da Escola Classe 40, que fica perto da praça, sofrem com as más condições da praça. “Os balanços estão todos quebrados, os brinquedos. Inclusive até o escorregador já carregaram”, completa outra moradora.
A quadra onde as senhoras praticam ginástica também está em péssimas condições: o piso, alambrado, tudo está depredado. Além disso, as senhoras reclamam da falta de segurança. “A gente chega cedo para fazer aula e tem gente dormindo na praça, embaixo dos bancos, então, a gente fica preocupada. É um descuido total, não tem como a gente fazer uma aula decente e o pessoal vai se afastando”, conta Dona Lourdes.
A administração de Taguatinga mandou uma equipe para avaliar a situação da quadra e vai elaborar um projeto para melhorias do local. O entulho da obra deve ser recolhido e as grades, consertadas. Segundo a assessoria, a praça foi reformada há menos de um ano e é prejudicada pelo vandalismo.

Ensino médio piorou no Distrito Federal

Avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgada nesta segunda-feira (05), mostra redução em comparação com 2007. Boa notícia é que ensino fundamental na rede pública melhorou.De acordo com o Ideb, entre 2007 e 2009 a qualidade do ensino médio no DF piorou. O índice registrado no ano passado foi de 3,8, contra 4,0 em 2007. O Ideb é verificado a cada dois anos e é calculado com base nas taxas de aprovação, reprovação, evasão escolar e as médias de desempenho dos alunos na Prova Brasil e no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Na lista do Ideb, a melhor escola pública de ensino fundamental – de 5ª a 8ª série – é o Colégio Militar Dom Pedro II, administrado pelo corpo de bombeiros. A escola teve índice de 6,1. Em seguida, duas escolas aparecem com índice 5,3: os Centros de Ensino Fundamental de Vargem Bonita e Santos Dumont. As escolas que tiveram as piores notas foram o Centro Educacional 03 de Brazlândia, com nota 2,1; o Centro Educacional 02 do Guará, com nota 2,4; e o Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek, com índice 2,5. O Ideb apontou uma melhora no ensino entre a 1ª e a 4ª série. A média do DF subiu de 5,0, em 2007, para 5,6 no ano passado. As escolas públicas se destacaram e tiveram um aumento maior do que as particulares. Em 2007, a média da rede pública foi de 4,8 e subiu para 5,4 em 2009. Na rede particular a média saltou de 601, em 2007, para 6,5 no ano passado. De acordo com o secretário de Educação, Marcelo Aguiar, a queda na nota das escolas de ensino médio não se restringe ao DF. “Na realidade, o que acho é que a escola de ensino médio precisa mudar radicalmente, precisa de uma revolução. Ela precisa se adequar a realidade dos nossos jovens, precisa ser uma escola atrativa, do mundo”, avalia. Aguiar destaca que os jovens têm uma expectativa de vida alta e a escola não tem conseguido responder a isso e precisa se atualizar. “O mundo mudou radicalmente nos últimos 20 anos e a escola precisa se adaptar a essas mudanças, às novas formas de informação”, afirma. No ensino fundamental, o DF está em primeiro lugar nas primeiras séries e alcançou também o primeiro lugar nas séries finais do ensino fundamental. “Nada disso acontece por acaso e nem imediatamente. Quando você trabalha com educação, tem que ter clareza de que as coisas não acontecem de um dia para o outro, é um processo de investimento contínuo e de longo prazo”, afirma. Para o secretário, o crescimento do ensino integral no DF é em parte responsável pela melhoria no índice das escolas de ensino fundamental. “É o aluno chegar às 7h na escola e só sair às 18h, com atividades pedagógicas que permitem o desenvolvimento de sua educação. É uma escola no sentido mais amplo”, explica. Aguiar adianta que o GDF deseja ainda abrir as escolas durante o fim de semana, e que tenha forte participação da comunidade na vida escolar. “Isso faz com que a educação melhore”, avalia, destacando que os índices do ensino médio tendem a melhorar. “Esses alunos que estão nos anos finais do ensino fundamental hoje vão entrar no ensino médio”, explica.

Protesto em Arapoanga por falta de asfalto

Com acesso dificultado, não passam nem ônibus na rua principal. Moradores também se queixam da poeira, que prejudica a saúde das crianças.
Antes do jogo do Brasil, o som da vuvuzela em algumas quadras de Arapoanga era de protesto. Moradores foram para as ruas pedir asfalto. Eles já fizeram abaixo-assinado, que foi entregue para a Secretaria de Obras e para o governador.
Há um ano e meio, começaram as obras das redes de água e esgoto e parece que a pavimentação de algumas quadras da cidade foi esquecida. “Todas as entrequadras dos conjuntos I e F estão asfaltadas. Queremos saber por que o mesmo não aconteceu com a avenida principal”, fala o líder comunitário Severino Nascimento.
A poeira sobe na avenida principal da feira, no conjunto F da quadra 6. “Já faz uns quatro meses que esse menino não tem saúde, é febre todos os dias. Tenho certeza que é a poeira”, diz a dona-de-casa Marlene Santos Alves.
Na avenida principal, os ônibus precisam fazer desvio de rota, o que prejudica motoristas e passageiros. “Até o percurso aumenta, o tempo aumenta também e o passageiro reclama do atraso, mas é por causa do desvio”, justifica o motorista Genival Bonfim.
A Secretaria de Obras e a Novacap estão fazendo uma reprogramação de obras junto à Caixa Econômica Federal. Sendo aprovadas, serão concluídas em até 15 dias. Viviane Costa / Marcos Tavares

Calçamento é precário em vários pontos do DF

A falta de calçadas é um problema antigo no Setor Comercial Sul. Grande parte delas está sendo reformada, mas a mudança trouxe problemas. Valas foram construídas ao longo de todo o novo calçamento.
O vendedor de consórcios João Pedro da Silva trabalha no Setor Comercial. Ainda criança, ele teve paralisia infantil e por isso tem dificuldade para andar. Todos os dias ele pega um ônibus em Sobradinho para ir para o trabalho. As dificuldades começam na parada. “Quando eu chego em um ônibus, se o motorista tiver boa vontade de encostar, eu desço sem problemas. Mas nem sempre isso é possível porque chega muito carro e o ônibus para longe”, explica.
As valas criaram uma dificuldade extra para João Pedro. “Eu consigo passar, mas seria melhor se não tivesse. Algo precisava ser feito, tudo isso aqui era calçada e estava ruim mesmo, precisava de uma reforma. Mas só que a reforma ficou pela metade. As pessoas continuam passando por onde passavam antes, só que não tem mais a calçada”, diz.
A reforma começou em janeiro e ainda é possível encontrar trechos com restos de materiais de construção e trechos inacabados. “Conseguiram piorar o que já era ruim. Do jeito que era antes, eu pelo menos conseguia um acesso com menos dificuldade. Agora ficou mais difícil e a gente vai ter que arranjar outra solução”, avalia.
De acordo com o secretário adjunto de Obras, Romero Alheiro, a acessibilidade não foi esquecida na reforma das calçadas. “O que foi tentando aqui para o deficiente visual ter acesso foi colocar o concreto in loco, para substituir as placas táteis, mas não foi aprovado pela fiscalização”, afirma. O secretario informou ainda que a obra é de responsabilidade da Novacap, e a previsão é de que a obra seja finalizada até agosto. “As placas táteis já foram adquiridas e a previsão de conclusão é agosto”, informa
Alheiro destaca que a acessibilidade para portadores de necessidades especiais está sendo reformulada em todo o Setor Comercial. “Existe acessibilidade pela margem que dá para o Hospital de Base, dos visuais através de placas táteis e o meio fio terá trechos rebaixados para facilitar o acesso de cadeirantes”, conta.
Problema comum
O calçamento irregular também está presente em outras áreas do DF. Para os pedestres, a caminhada se torna um risco na QNP 30, de Ceilândia. “Andando com criança é perigoso a gente cair”, conta um morador. “Dá trabalho [caminhar] e não é só aqui não, é na maior parte do caminho”, destaca a estudante Vanessa Soares.
Em Taguatinga, o mato cresce em frente à Escola Classe 13, na QSF 5, e atrapalha quem precisa passar. “Eu não sei o que é pior: se é andar correndo o risco de machucar ou andar no meio dos carros”, diz a auxiliar de portaria Sebastiana Campos.
Na QSF, a estudante Maura Abilene tem dificuldade para passar com o carrinho de bebê sobre as pedras que ocupam o lugar da calçada. “É difícil passear com ele por aqui porque as calçadas são irregulares. Já quebrei o carrinho uma vez e passo e no meio da rua mesmo. Os carros buzinam e acha que é por falta de educação, mas é porque é ruim mesmo passar pela calçada”, conta.
Na QE 40 do Guará, um lado da pista tem calçada bem cuidada, destinada para a prática de esportes, mas do outro, a pista acaba e os pedestres têm que desviar dos carros. “Aqui eles fizeram reforma e nem colocaram calçada”, diz o alinhador Everaldo Dias.
No Plano Piloto, muitas quadras enfrentam o mesmo problema. Nas 700, as calçadas são antigas e estão quebradas. O servidor público Mauro Rodrigues é cadeirante e mora há dez anos na quadra 315 Sul. “Aqui é bom, tem acessibilidade, as calçadas são boas, eu não encontro a menor dificuldade em andar por aqui. Agora, quando eu saio para lugares mais distantes, eu sinto dificuldade”, relata.
Em Itapoã, é até difícil saber o que é calçada. Nas áreas destinadas para os pedestres, há entulho e até mercadorias. “Às vezes é complicado andar na calçada porque tem terra demais, as crianças caem. Isso quando não tem carro, moto”, diz dona de casa,Leidiane Araújo.
Até em frente à administração da cidade, a calçada é feita de terra batida e a cidade continua uma mistura de carros, pessoas, motos, ciclistas. “O espaço é pouco, a cidade não foi planejada. Se tivesse sido planejada, teria mais espaço”, avalia a dona de casa Cleonice Silva.
O secretario adjunto de obras explica que a Secretaria de Obras, junto com a Nocacap, é responsável pela construção e manutenção das calçadas, mas as próprias administrações regionais cuidam da manutenção do calçamento. “A previsão para esse ano é de que cerca de R$ 25 milhões sejam gastos em calçadas em todo o DF”, destaca. Viviane Costa / Marcos Tavares /Manoel Lenaldo

Ainda é grave o estado do bebê que nasceu sem acompanhamento médico

Continua internado na UTI o bebê João Pedro, que nasceu no Hospital de Ceilândia sem a presença de um médico. A polícia investiga se houve omissão.O delegado responsável pelo inquérito, Onofre de Moraes, quer saber se houve omissão do médico que atendeu João Pedro. Izabel disse à polícia que havia alertado o médico sobre as dificuldades que teve no parto do primeiro filho.
“Quero saber o porquê da ausência do médico em um momento tão crucial que estava a paciente – na hora de trabalho de parto. Segundo ela, no primeiro parto, ele precisou de ajuda para expulsar a criança. O médico não achou que isso era relevante naquele momento”, diz o delegado Onofre de Moraes. Médicas legistas vão examinar João Pedro. Se o bebê ficar com sequelas por causa da falta de oxigenação no cérebro na hora do parto, os responsáveis podem responder por tentativa de homicídio. “Se houver sequelas e houve omissão culposa, será lesão corporal culposa. Se a omissão foi dolosa, pode ser tentativa de homicídio. A obrigação do médico é acompanhar o paciente, principalmente se ele está em risco. É um dever de ofício”, ressalta o delegado.

29 de jun. de 2010

Saiba como ajudar as vítimas das enchentes no Nordeste

Enchentes deixaram milhares de pessoas fora de casa em Alagoas e Pernambuco. Quem está longe da tragédia, também pode ajudar as vítimas.A solidariedade se encontra com a cultura nos concertos da Escola de Música de Brasília. Os concertos são gratuitos e, quem for assistir, pode levar doações para as vítimas das enchentes no Nordeste. “A pessoa se delicia com a música e ajuda o Nordeste”, explica a coordenador pedagógica Kátia Andrade. As agências dos Correios também estão preparadas para receber doações como roupas, calçados, alimentos não perecíveis, leite em pó, colchão e cobertor. Os produtos já devem ser entregues nas agências embalados pelo doador, e os pacotes não podem ter mais que trinta quilos. A postagem será de graça. Outra iniciativa é a das esposas de militares, que recebem doações na sede da associação, no bloco G da quadra 103 Norte. "A gente tria aqui e coloca no depósito do Exército. Então é enviado através das instituições como correio, transportadoras, a gente tem toda uma rede”, conta Ivone Luzardo, da Associação de Esposas de Militares. Como o espaço na sede é pequeno, a associação também recebe doações em outro endereço: no bloco F da quadra 106 Norte. Maria Fernanda Soares / Marcos Tavares